sexta-feira, 14 de março de 2008

Gnothi seauton.




Para que tanta pose? Que medo é esse de viver, ou de ser visto vivendo? Que mania absurda de restringir a própria mente aos lixos anunciados na televisão. Não seja ignorante, não faça parte desta espiral do silêncio que se alastra como uma peste por toda a humanidade. Grite! Não pense que não serás ouvido. Não pense na sociedade burguesa e nos seus preconceitos. Imponha as tuas idéias. Não se deixe abalar por um falso julgamento. Ninguém pode julgar a tua forma de pensar. Liberte-se desta inércia que te sufoca. Não é feio fazer parte da minoria. Não é feio ter opinião própria. Chega de querer ser um outro alguém. Largue esta pseudopersona que vende uma imagem distorcida do real. Não se desvirtue.

Não sabes do que falo? Viva, pois, em teu universo lacrado. Se não agüentas enxergar toda esta miséria, toda esta injustiça, não mereces meu incentivo. Oui, chérie, podes até fingir viver em paz, mas nem que te disponhas à limitação do mundinho mais ignorante ficarás longe da realidade. E a realidade, mon amour, é suja e fétida.

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