quarta-feira, 26 de março de 2008

Vício




Eu juro, e desta vez escrevo para que não possa mais descumprir esta promessa, juro que nunca voltarei a repetir tal coisa. Insisto na "regra": nunca diga nunca; no entanto toda regra tem sua exceção, e neste caso a regra é a própria exceção. Apesar deste "nunca" muitas vezes encaixar-se como martírio em minha vida, é imprescindível. Como uma sombra, o "nunca", a que suplico redenção, me persegue e me impede - muitas vezes - de cometer o mesmo erro. Mas ele não é forte o suficiente, não é páreo para a teimosia do vício que assola minha mente; imagino que uma vez mais não fará mal, penso que poderei apagar aquele momento, deliro ao achar que por estar sozinha posso fingir que não aconteceu... E é o mesmo ritual, a mesma dor, o mesmo arrependimento. A mesma promessa. Mas desta vez é diferente, hoje sinto que conseguirei!
É mentira. Engano-me para mostrar-me, aos olhos alheios, uma pessoa de fibra... Que piada! A seca verdade é que preciso de ajuda! Preciso de ajuda, tenho plena consciência disso. Preciso de ajuda! Preciso de ajuda e não a peço. Tenho vergonha. Vergonha e orgulho. Mas, acima de tudo, tenho fé. Fé em mim e na parte ainda lúcida de minha psique. Já abandonei essa doença uma vez e pretendo abandoná-la novamente - e para sempre.

Um comentário:

Phillip disse...

essa parte de ti dá medo de mim.

sorte minha não possuir medos.

há algo em meu blog que eu espero que entendas, pois foi feito apenas para tu entenderes.

bisous