terça-feira, 14 de abril de 2009

Meu estranho amor


Eu não te conheço, mas te amo. Te idealizo como a perfeição de meus conceitos. És minha fuga da realidade. Meu amparo no sofrimento. Meu conto de fadas.
Não te quero sempre, mas de ti preciso para sempre. Meu príncipe sem defeitos, tuas imperfeições são o meu vício.
O amor, finjo que sinto; faço de ti meu desespero.
Não és nada do que almejo, és a distorção do meu desejo.
Por ti meu coração palpita, dispara na sintonia da tua música. Teu sorriso é infiel, mas é tudo em que acredito. Teu rosto não é bonito, tuas idéias não são as minhas; ainda assim, é tua figura que me fascina.
Me descartas sem pensar. Me enfeitiças com o olhar.
Perco minha poesia na tua ausência.
Te amo, na inconsciência.

Um comentário:

Phillip disse...

lembrei de uma poesia minha ao ler.

http://punchdrunk-lovesick-singalong.blogspot.com/2008/09/em-meus-dias-mais-romnticos-vejo-pele.html

até